Aparelhos de raio-x serão utilizados na revista de advogados e mulheres de presos
Diferente da forma em que é realizada na maioria dos presídios do Brasil, onde as visitas são submetidas a uma revista corporal extremamente vexatória, na Penitenciária Central do Estado (PCE) no Mato grosso, os familiares e advogados dos presos, antes de ingressarem no pátio para visitar os presos passarão por uma revista através aparelho de raio-x. Estes aparelhos possuem fundamental importância na prevenção de entrada de materiais ilícitos e drogas no interior do presídio.
Na realidade os equipamentos de raio-x já se encontravam à disposição do sistema penitenciário do Mato grosso há mais de um ano doados pela Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o órgão responsável pela pasta da administração penitenciária estadual, não havia sido instalada antes por falta de técnico especializado.
No estado da Bahia e na maior parte de presídios do Brasil a revista corporal é feita de forma rudimentar
Na Bahia, a revista ainda é feita de forma rudimentar por falta de aparelhagem tecnológica. Apesar da redobrada atenção e experiência das agentes penitenciárias na execução do procedimento, não há como garantir a sua eficácia total.
O ato de revistar é uma tarefa também constrangedora e difícil para a servidora pública tendo em vista que as visitantes dificultam o tempo todo o trabalho. Segundo relatos das agentes femininas, algumas passam pela revista sem o mínimo asseio ou higiene pessoal. A finalidade é burlar o procedimento operacional e adentrar com drogas ou materiais ilícitos.
Sabe-se que em todos os seguimentos sociais há os bons e maus profissionais. A classe advocatícia não foge a regra. Na cadeia é proibido realizar revista corporal em advogados,mas não impede que ele passe por um equipamento de raio-x. Em virtude de grande parte dos presídios brasileiros não possuir raio-x estes profissionais entram no rol de suspeitos de facilitação de entrada de produtos ou materiais proibidos.
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